Malafaia aponta saída e alerta Moraes e Lula após punição dos EUA: “É só o começo”
O pastor e empresário Silas Malafaia gravou um vídeo para comentar o anúncio oficinal de que o governo dos Estados Unidos, liderado atualmente por Donald Trump (Republicanos), resolveu aplicar a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Lei Magnitsky, não por acaso também apelidada de “pena de morte financeira”, é considerada a punição máxima dos EUA, no âmbito econômico, contra pessoas e organizações/empresas acusadas de terrorismo, corrupção ou violações aos direitos humanos.
“Desde 2022, eu chamo Alexandre de Moraes de ‘ditador da toga’, com mais de 40 vídeos fazendo críticas contundentes contra esse ditador que rasga sucessivamente a Constituição, promovendo uma verdadeira perseguição política. Começou a recompensa: ele está colhendo, como a Bíblia diz, o que plantou”, disse o pastor ao Metrópoles.
Em sua gravação, porém, Malafaia disse ainda que além da Lei Magnitsky e da taxação de 50% sobre produtos importados brasileiros, por parte dos EUA, são apenas o “começo” de outras possíveis sansões contra o Brasil, o que afetaria diretamente toda a população.
O pastor citou, por exemplo, a possibilidade do Brasil também ser sancionado pela Europa, tendo em vista a estreita relação do continente com os EUA. Para Malafaia, a saída para o país evitar novas punições envolve medidas como a aprovação da anistia (perdão) para os envolvidos nos episódios do 8 de janeiro de 2023.
Além disso, Lula, atual presidente do Brasil, deverá deixar de adotar uma postura pró-regimes autoritários e ditatoriais como China, Irã e Rússia. Em vez disso, o petista deverá se alinhar às nações ocidentais e que prezam pela democracia e os direitos individuais.
Lula, segundo Malafaia, também deverá deixar de falar “bobagens” contra Trump e de atacar o dólar como moeda principal para o comércio global. Para o líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), essas são condições fundamentais para que os EUA revoguem a Lei Magnitsky contra Moraes e evitem que o Brasil sofra novas sansões.
“Isso é só o começo. Eu espero que as autoridades brasileiras e o STF tenham juízo para não dobrarem a aposta, porque a coisa vai piorar. E a questão principal não é econômica. A questão principal é liberdade, é censura. Depois, é o alinhamento do Brasil com nações que são contra o mundo ocidental: Rússia, China, Irã”, destacou.

